Publicado por
Veralice Carneiro Lima
em 06/11/2019

O OLHAR DO SERVIÇO SOCIAL SOBRE A QUESTÃO DO SUICÍDIO

SUICÍDIO, QUESTÃO SOCIAL

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De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), o suicído é um mal que vem se agravando nos dias atuais, especialmente entre a população jovem e idosa, do Pais. Existem alguns mitos como concluir que pessoas que vivem dizendo que irão se matar, realmente não se matam, porém, estudos indicam que elas se matam sim. 

É importante tecermos algumas considerações sobre este tema, que embora não estejamos no Setembro Amarelo, a temática contra a automutilação, ideação, tentativas e suicídios, são importantes continuarmos debatendo, e falando sobre isso.

A cada dia que ouvimos noticiários, ou participamos de Espaços de debate, Seminários, Conferências, o assunto retorna para as mesas e sempre fazemos, o questionamento: o que realmente está ocorrendo? Como podemos evitar que esse mal se alastre como fogo em capim seco, se alastre pelo Mundo, e principalmente em nossa Capital, onde só este ano já são mais de 100 pessoas que compõe esta triste estatística.

Enquanto trabalhadores da Política Pública, almejamos por Políticas de Defesa e Garantia de Direitos Sociais, e é por isso que nos mobilizamos. Consideramos que a questão do suicídio, não é apenas motivado por um único fator e sim, é uma questão multifacetária, onde podemos observar problemas como, alcoolismo, drogatização, pobreza, isolamento social, e dentre tantos motivos, salientamos aqueles já tão debatidos, mas que cada vez mais, evidencia em momentos de crises, são aqueles chamados, suicíos sociológicos, como bem foi estudado por Emile Durkhem, um fisólofo, teologo, que em 1897, criou o livro intulado, O Suicídio.

Concordamos com os pensamentos do Autor, (1897) quando bem esclareceu e pode comprovar através de estudos, que em momentos de crises economicas e sociais, aumentam e muito o indice de pessoas que não suportando tanta miserabilidade humana e social, põe fim a própria vida, o que é realmente muito lamentável!

Aqui em nossa capital, por exemplo, foi disponibilizado pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que Campo Grande teve aumento sim, em números de suicío, estando colocado, em 3 lugar, classificação geral sobre essa temática,e conforme aumentam os indices, percebemos que aumentam também , o indice de desemprego, fome, falta de recusos e consequentemente aumento de situações de ideação, tentativas e suicídio, os chamados por Durkheim (1897) como suicídios sociais. Até que ponto o indivíduo é totalmente responsável por seus atos, vivendo numa sociedade onde não consegue suprir nem sequer os mínimos sociais, para manutenão de sua sobrevivência no local? Até quando iremos nos omitir e nao nos colocar no lugar do outro. 

Logo, praticarmos a máxima, não fazer ao outro o que não quereríamos que fizessem a nós, ou coloque-se no lugar do outro, são imporantes reflexões do bem viver. É muito mais fácil, julgarmos que sermos julgados.

Diante de tantas mazelas pelo Mundo, diante de Políticas severas de mínimos sociais, aliás, minimo do minimo do mínimo (o Novo Neoliberalismo) só nos resta enfatizar, os desafios que se nos apresentam nesta nova Política, entender que não é a população menos favorecida a culpada pelo desequilíbrio do País, no que se refere à Economia, e sim, mais uma vez, enfatizamos, as mazelas presentes no coração do homem, como Egoismo e Orgulho, que fazem com que incorram em desacertos, corrupção e falta de colocar-se no lugar do outro, como dizia uma das minhas Professoras, precisamos pensar coletivamente, precisamos ter consciencia coletiva, não acumular  porque se eu acumulo, o outro fica em estado de privação.

 

Pense nisso!

 

 

Veralice Carneiro Lima

Assistente Social,

Especialista em Gestão e Auditoria em Saúde Pública.

Contatos: (67)9-9253-6969