Publicado por
João Rego
em 19/09/2019

Abdon Murad Júnior sobre o combate à obesidade mórbida

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De acordo com o Especialista em Cirurgias Bariátricas, o Dr. Abdon Murad Júnior nos conta que considera a obesidade uma das doenças mais alarmantes do nosso século!
Ele diz: "Não contamos apenas com o fator da gordura no paciente, mas sim do quanto a obesidade pode alavancar outras doenças, tais elas como hipertensão, câncer, e entre outras. A taxa de mortalidade no Brasil e no mundo anda aumentando como nunca!", enfatiza ele.

Então, a obesidade mórbida é uma forma de acúmulo excessivo de gordura no corpo, caracterizada pelo IMC maior ou igual a 40 kg/m². Esta forma de obesidade é classificada como grau 3, que é mais grave, pois, a este nível, o excesso de peso coloca em risco a saúde e tende a diminuir o tempo de vida da pessoa.

Assim, o primeiro passo para saber se uma pessoa tem obesidade mórbida, é calcular o IMC. 

Este tipo de obesidade tem cura, e, para combatê-la, é importante muito empenho, com o acompanhamento médico e nutricional, de forma a reduzir o peso e tratar doenças associadas, como diabetes e hipertensão, além da prática de atividade física para favorecer a queima de gordura e aumento da massa magra.
 Entretanto, em alguns casos, pode ser necessária a cirurgia bariátrica para resolver mais facilmente esta condição.

* O que causa a obesidade mórbida? 

A causa da obesidade é uma associação de vários fatores, que incluem:

- Consumo exagerado de alimentos muito calóricos, com alto teor de gordura ou de açúcar;

- Sedentarismo, pois a falta de exercícios não estimula a queima e facilita o acúmulo de gordura;

- Distúrbios emocionais, que favorecem a compulsão alimentar;

- Predisposição genética, pois quando os pais são obesos é comum que o filho tenha uma maior tendência a ter;

- Alterações hormonais, que é a causa menos comum, associada a algumas doenças, como síndrome do ovário policístico, síndrome de Cushing ou hipotireoidismo, por exemplo.

Para simplificar, o médico Abdon Murad Júnior menciona que pode-se concluir que a obesidade é resultado do consumo de mais calorias do que se gasta ao longo do dia, e esse excesso de calorias e energia são transformadas em acúmulo de gordura. 

Entenda melhor as principais teorias que explicam o excesso de gordura em causas da obesidade.


* Como tratar a obesidade mórbida? 

Para emagrecer, é fundamental adotar uma reeducação alimentar, comendo alimentos saudáveis, ricos em vegetais e carnes magras, e eliminando guloseimas, gorduras, frituras e molhos.

É importante compreender que o paladar se acostumou com esse tipo comida calórica, sendo uma espécie de vício, mas que é possível se adaptar e até passar a gostar de comidas mais saudáveis, entretanto, é preciso se esforçar. 

A dieta precisa ser feita com o acompanhamento de um nutricionista, para que seja possível se adaptar à rotina e às doenças que a pessoa tem, como diabetes, colesterol alto e hipertensão, que são problemas comuns na obesidade mórbida. 
Além disso, não se deve fazer dietas severas, porque são muito difíceis de cumprir. 

* Quando é necessário cirurgia?

As cirurgias bariátricas, ou para redução do estômago, são alternativas de tratamento válidas para a obesidade mórbida, mas em geral elas só são aconselhadas nos casos em que após 2 anos de tratamento médico e nutricional não há perda significativa de peso, explica o médico Abdon Murad Júnior, ou quando existe risco de vida devido ao excesso de peso. Saiba mais sobre as cirurgias em como funcionam as cirurgias para emagrecer.

Além de uma alimentação saudável, o sucesso do tratamento também envolve a prática de atividade física e acompanhamento psicológico para manter a motivação diante da dificuldade de perder peso.

* A obesidade mórbida infantil

A obesidade infantil é caracterizada pelo excesso de peso entre bebês e crianças de até 12 anos de idade, quando seu peso corporal ultrapassa em 15% o peso médio correspondente a sua idade. 
Abdon Murad Junior explica que esse excesso de peso aumenta o risco de a criança desenvolver problemas de saúde graves, como diabetes, pressão alta, dificuldade respiratória, alterações do sono, colesterol alto ou problemas no fígado, por exemplo.

O tratamento da obesidade infantil também envolve a mudança dos hábitos de alimentação e estímulo à prática de atividade física, sendo recomendada a orientação do nutricionista, para que o ajuste da alimentação seja calculado de acordo com a quantidade de peso que é preciso perder e com as necessidades de cada criança. 
O Especialista em Cirurgias Bariátrica considera que a cirurgia para redução de estômago é indicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para pacientes que apresentam índice de massa corpórea acima de 40 kg/m³ e que tenham dificuldade de emagrecer por outros métodos ou problemas como hipertensão, diabetes e outras questões relacionadas ao excesso de peso. “Essa é uma das informações importantes de se saber quando falamos na cirurgia bariátrica.” Diz Abdon Murad Júnior.

 

Se você está pensando ou está prestes a passar pelo procedimento, existem outras questões fundamentais que você precisa conhecer antes. Uma delas é que a cirurgia bariátrica também é conhecida como gastroplastia e consiste na diminuição do estômago para contribuir para a redução do peso. Existem tipos diferentes de procedimento, mas todos eles exigem cuidados especiais para evitar complicações.

Veja abaixo algumas das informações que você deve saber antes de fazer a cirurgia para redução de estômago:

- Melhora para a saúde

- A cirurgia bariátrica traz diversas vantagens pelo paciente, relacionada à perda de peso. Após a redução do estômago, é esperado um impacto em questões como a asma e os índices de colesterol, além de condições ligadas ao coração e à pressão.

Riscos relacionados ao procedimento:

Como todo procedimento cirúrgico, Abdon Murad Junior explica que a redução de estômago traz riscos para o paciente e deve ser realizada apenas nos casos indicados pelos médicos. 
Além das possibilidades de complicações nos lugares de intervenção, podem surgir problemas relacionados à alimentação e deficiência de nutrientes, que precisam ser tratados e acompanhados de perto por especialistas.